quarta-feira, 23 de março de 2011

O que mais treme no Terremoto?

            Desde que Lisboa foi castigada pelo terremoto, seguido de tsunami, em 01 de novembro de 1755, os tremores no planeta Terra suscitaram muitas interrogações. Por que ocorrem? Como evitá-los? De que forma se proteger? Me concerne aqui, limitadamente, tentar explicá-los sob a perspectiva do elemento político.
            Pego emprestado dois países, soberanos, com culturas ricas, hegemonia étnica e independentes há mais de um século. Haiti e Japão. O primeiro, estabelecido na América Central, foi vitima de um terremoto em 2010 ceifando mais de 200mil pessoas. Sua passagem pela capital, Porto Príncipe, foi avassaladora e não poupou nem o palácio presidencial. O simpático país, que fora libertado pelos próprios escravos, não solidificou suas instituições, e, sujeito a toda a sorte de ditadores corruptos, foi presa fácil para o terremoto. Uma visita hoje pelo Haiti é um boa terapia para quem reclama da vida.    
              Há poucos dias, o Japão foi castigado por um terremoto de maior magnitude que o do Haiti e com uma tsunami a "tira-colo". Barcos, casas e veículos eram arrastados pela água como se fossem brinquedos. Uma cidadezinha inteira foi diluída pelas ondas enfurecidas e há um sério risco de acidente nuclear. Número de mortos? Ainda não chegou a 15 mil. Quando os Estados Unidos cortaram as asas dos japoneses e sacramentaram a Segunda Guerra Mundial, foi injetado um investimento pesado para a reconstrução do Japão, que já contava com instituições sólidas (o que não existe no Haiti). Isso soma-se o preparo que os nipônicos possuem para agir em caso de desastres naturais. Da mesma forma que uma família estruturada suporta melhor as contrariedades da vida, um país mais institucionalizado como o Japão também suportaria melhor as contrariedades da natureza. Enquanto Papa Doc e Baby Doc faziam "politicagem" e rapinavam o dinheiro do pobre Haiti, o Japão pensava uma forma de fazer edifícios com amortecedores para resistir a terremotos, ou seja, o Japão fazia política.
              Embora o terremoto do Japão foi mais forte, as estruturas Haitianas balançaram mais.

Ronan Magalhães
Monitor de História
Departamento politico do Blog Olho Histórico. 
           
           

Um comentário:

  1. Ronan, o seu texto é bem claro, com relação a estrutura do Japão que é preparado para algumas das calamidades provacadas pela natureza, não podiam eles prevê que após um susto do terremoto teria também um tsunami. A Politica e a Tecnologia é um metodo de prevenir acontecimentos desastrosos futuros devido ao seu passado, mas também é essa tecnologia que hoje provoca tensão e medo, colocando em risco o país.
    Ronan, PARABÉNS pelo seu texto. Excelente!
    Michelle Souza

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