quarta-feira, 16 de março de 2011

Acréscimo a postagem do dia 14/03/11

Após ler o texto e assistir o vídeo postado pelo meu colega Luiz Daniel (no dia 14/03/2011), fica impossível não fazer o gancho (como diria nossa professora Fernanda Laura) ao texto de Thompson que também foi referência para o texto do Luiz Daniel. Porém tenho mais a acrescentar, principalmente focando o vídeo que demonstra claramente a alienação que o tempo se tornou na vida das pessoas.
Thompson em seu texto: “Tempo, Disciplina de trabalho e Capitalismo Industrial”, relata como a invenção do relógio foi transformando o cotidiano de toda a sociedade, enfatizando as modificações como visão e noção do “tempo”, esse que até então era apenas necessário para o cumprimento diário das também necessárias tarefas do dia-a-dia como a lavoura que tem o tempo certo para a colheita e para plantio. Este “tempo” que passava a ser calculado tornando disciplinador da mão-de-obra, o serviço que antes poderia levar dias para ser feito passa a ter “tempo” que deverá ser obedecido.
Uma sociedade até então acostumada a fazer seu próprio tempo e há consultar as horas naturalmente (através da natureza) vê o confronto de seus costumes com algo novo e que surgi com tremenda força sistematizando seu trabalho e sua economia de tal forma a ser prioritário na economia quanto ao surgimento da industrialização.
As mudanças são amplamente e fortemente implantadas na sociedade tornando necessidade mais aos empregadores do que aos empregados, estes que tinham o tempo da mão-de-obra cobrada e não valorizada, porém essa alienação presente no cotidiano faz com que os trabalhadores percebam que o “tempo” se transformou em dinheiro, passando assim a exigir pagamento pelas horas extras.
                Enfim, a alienação do tempo foi fundamental para a industrialização que disciplinou os trabalhadores e gerou o sinônimo que tempo é dinheiro. Isso lembra algo? Será o capitalismo?
Reparem que ao final do vídeo o despertador (também conhecido como Cuco) passa a ser o homem no lugar do pássaro. A total confirmação da alienação que foi ocasionada pela ruptura dos velhos costumes para a aceleração do novo.
Michelle Souza

3 comentários:

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  2. Isso mesmo Michelle! Ademais, para Landes, nos bastidores da Revolução Industrial a primazia inglesa se constituiu também pelo aproveitamento do tempo ao qual os britânicos, em seus percursos, primavam por fazê-los o mais rápido possível e pontualmente - cavalos morriam exauridos. Para os ingleses, além de dinheiro, tempo também era conforto.

    Ronan Magalhães
    HNVII

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  3. Isso mesmo, o que se nota nesta leitura de Thompson, é que não foi somente o fato de uma caminhada rumo ao desenvolvimento tecnologico, mas sim de costumes, tão lento quanto o tecnologico a principio, no entanto da mesmo forma revolucionario, talvez uma revolução de mundo.
    Se antes da Revolução industrial para respondermos as nossas necessidades de subsistencia tinhamos que obter nossos matimentos por nossa propria confecção ou plantio q seja,hoje esta mesma classe que produzia apenas para o seu proprio cosumo ainda mante suas caracteristicas, não planta para se, não confecciona para se, mas vende sua força de trabalho para comprar o que ele antes produzia.

    A leitura do mover da Historia é ímpar, se estamos em um período rural a observação da natureza é necessaria, tempo de colher e tempo de plantar,se em desenvolvimento urbano, criação humana, "então as regras são humanas" agora inventa-se a hora e as necessidades não só do presente mas do futuro,que antes nem sabiamos que existiam.

    O estranho é que hoje reclama-se da falta de tempo se esquecendo nos que, fomos nós mesmo que o criamos.


    Apoliana Pereira

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