A questão social engrossada pela modernidade capitalista
“Quando a automação acelerada começou a ameaçar empregos industriais, no inicio dos anos 60, estávamos razoavelmente convencidos de que o setor de serviços teria condição de absorvê-los. Hoje percebe-se no terciário uma automação ainda mais intensa que na manufatura. Um bom exemplo é o sistema bancário, que está informatizando radicalmente seu relacionamento com o cliente individual.
O desemprego estrutural, gerado pelo vetor tecnológico, já se constitui na grande interrogação sobre o futuro do emprego no próximo século, verdadeira mancha escura pairando no coração do capitalismo vitorioso. E a única alternativa concreta que se oferece como compensação, por enquanto, é a redução da jornada de trabalho. Obviamente espera-se muito mais de um sistema tão ágil e dinâmico como o capitalismo moderno.”
(DUPAS, Gilberto. Globalização: as oportunidades e os riscos. In: Caderno da Gazeta Mercantil, 8/12/1995. P.2.)
Dupas, nos mostra neste breve trecho que o sistema capitalista impõe-se como vitorioso, mostrando-se em sua forma genuína de ser (excluindo determinada parcela da população de reais e lucros e até mesmo privando-os de ter o mínimo para sobrevivência).
É fato que a maior duvida que podemos ter é sobre qual método o “sistema” vai gerar para que o desemprego estrutural não saia de controle e gere uma possível ruína em alguma de suas belas pilastras, visto que todas juntas ainda são implacáveis.
Ariana Rafaela
Vale uma dica de leitura: Adeus ao trabalho e O Futuro do Trabalho de Ricardo antunes...
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