quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sobre criancinhas mortas e estupradas!

               Quinta-feira, manha do dia 07 de abril, um ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro do Realengo na cidade Rio de Janeiro, entrou atirando nos alunos, até ser contido por um policial. Até o momento desta postagem morreram 10 alunos. Um pouco antes, nos arredores de Goiânia, uma moça, que acabara de conhecer um rapaz, engravidou do mesmo imediatamente e estão juntos a cinco meses. A mãe, que já tem uma filha de dois anos de outro relacionamento, ia para o trabalho e deixava a garotinha aos cuidados do amor de sua vida. O indivíduo, por sua vez, estuprava e jogava ácido nos órgãos genitais da criança. A mãe descobriu ao dar banho na filha.
               A perversidade e a agressão tem explicações psicológicas, filosóficas e religiosas. De certa forma, as pessoas mantém atração pelo mal, por tragédias. Daí o motivo de a notícia correr tão rápido. E a imprensa então? Estão assanhados atrás da melhor notícia, do maior choro da mãe que perdeu o filho em Realengo, ou do maior ferimento da criança estrupada em Goiânia. Mas, entre gostar do mal e colocá-lo em prática existe um hiato que impede o ser humano de cometer uma atrocidade. Algumas pessoas perpassam essa "barreira", e quando faz isso, haja criatividade, são capazes de tudo.
               O que o governo deve fazer? Sem abrir mão de meu departamento político no blog Olho Histórico declaro primeiramente que crimes suicidas no Brasil não são rotineiros. Mais que uma obrigação, haja vista que os outros crimes são edêmicos. Cabe ao poder público investigar e punir quem vendeu e facilitou o acesso às armas que esse louco teve para matar as crianças no Rio de Janeiro. E, depois, fazer como o Japão faz com os terremotos e aprender com a lição, ou seja, impedir a entrada de estranhos em todas as escolas públicas do Brasil. O caso da criança estuprada é mais simples, é só apodrecer o tarado na cadeia. Entretanto, antes de julgá-lo, eu pergunto: o que faz uma mulher, que já é mãe solteira, arrumar um cara que nunca viu na vida, transar com ele sem camisinha e já engravidar imediatamente, em seguida ir morar  com o mesmo e entregar sua filha para ele olhar? tudo isso em cinco meses!
               Bom, ai vou ter que consultar os preceitos psicológicos, filosóficos, religiosos... é mais fácil analisar pela perspectiva política e mandar prender também a mulher. Sabem por qual motivo? Improbabilidade de procriar.

Ronan Magalhães
Dpto político do blog Olho Histórico.

7 comentários:

  1. Bem o histórico familiar é imprescindível em casos assim, mas o que pode determinar o nosso olhar sob o mundo? Há perversidades licitas e ilícitas no mundo, afinal quanto mal é disseminado gratuitamente. Oras se a vida é ingrata, e há uma só coisa para se prender, pessoas que se sentem nada, criam um mundo para se mesmos onde seus erros são justificados e sua insignificância esta sob perspectiva inimiga, a crueldade o distúrbio deixa de ser insensatez em seu ato, em momentos ou sempre, basta uma pitada biológica e temos a insanidade.
    Nada disso justifica crueldade frieza ou tragédias, mas poxa, deve-se prestar, mas atenção nas pessoas. Essas tragédias me remetem a outra mensagem, sinto pelas perdas, mas acho que nossa sociedade deve começar a prestar mais atenção às pessoas, elas são ignoradas e atropeladas, e isso é corriqueiro, e tudo bem, a algo de errado nisso. Não é simplesmente dizer que é papel do Estado, ou que é uma barbaria imprevisível, a única coisa que se quer é um culpado. Talvez a nossa concepção de mundo seja o culpado, dormentes e alheios aos relacionamentos pessoais, destilam-se pequenas doses de tragédias pessoais ao dia e não notamos porque afinal não acabou em sangue, mas alguém com certeza saiu machucando. Enfim se observarmos mais as pessoas conseguiriam quem sabe, detectar o distúrbio a inadequação no convívio social, e orientar, encaminhar, antes de qualquer tragédia, para um tratamento profissional adequado. Assim em uma perspectiva racional, e não emotiva ou enlouquecida, consiga-se outras expressões se não as "o que o Governo vai fazer... ele é um monstro... nunca imaginei que seria capaz... “. O melhor seria que não mais veríamos as chamadas sensacionalistas ou closes, de mães em prantos inconsoláveis, ou a obrigatória tentativa de encontrar na consumada loucura a carta em que se justifica a incoerência de um universo particular e deturpado ou a necessidade mórbida.

    Ap Silva.

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  2. Parabéns ao blog que já está como primeiro na lista do Google... Bom trabalho e espero que ele não acbe com as aulas. Fernanda Laura

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  3. O sistema capitalista em que vivemos hoje, tem como consequência essas barbaridades, não que isso deva ser uma justificativa para os atuais acontecimentos, mas infelizmente, é uma das causas porque a constância correria em prol da força de trabalho, o tempo destinado para a busca de dinheiro, nos causa seres humanos mais frios sem olhar para o próximo, literalmente não temos tempo para preocupar com os familiares e vizinhos, sem falar nos mais distantes. O nosso tempo é destinado e somente destinado ao trabalho visando o recebimento pelo cumprimento deste, no final do mês.
    Segundo Thompson: "O tempo passa a valer ouro" (isso na Inglaterra durante a Revolução Industrial), mas isso não mudou nos dias atuais.
    Contudo, esse é apenas um dos principais motivos, existe outros que influênciam ainda mais esses acontecimentos bárbaros pelo mundo... a educação (não entrando em nossa area, porque aí seria ensino) me refiro a educação recebida em casa ou que deveria ser efetuada lá, mas não acontece ou não de forma adequada, deixando a desejar.


    Michelle Souza

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  4. Isso mesmo Michelle. Hoje, os pais coadunam falta de tempo com sujeitação aos filhos. Essa mistura funesta reflete em muita coisa o que vemos hoje.

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  5. Caro amigo Ronan gostei, de partes do seu texto e de outras nao, achei um tanto preconceituoso com relação a mulher, mãe da criança, e com relação ao rapaz de realengo concordo com vc que ele era louco, mas nao era estranho na escola com vc colocou ele inclusive teve a entrada liberada por que falou que iria dar uma palestra na escola....


    Carlos Felippe C Espíndola

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  6. Obrigado pela participação Felippe. Realmente foi duro com a mãe da criança, mas a mesma está sendo mole com a criação de sua filha. Está difícil ter mães como a sua, ou a minha. Esses dias outra mulher, que perdeu um filho nas mesmas circunstâncias, dava entrevista mascando chiclete, deu vontade de fazê-la engolí-lo. Quanto a escola, realmente não me atentei para isso, na verdade postei esse material no dia do ocorrido.

    Ronan Magalhães

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