domingo, 17 de abril de 2011

França 1789,Brasil inicio do século passado

Antecedentes da Revolução Francesa


        
A França era ainda um país agrário em fins do século XVIII. Novas técnicas de cultivo e novos produtos melhoraram a alimentação, e a população aumentou. O início de industrialização já permitia a redução de preços de alguns produtos, estimulando o consumo.
A burguesia se fortaleceu e passou a pretender o poder político e a discutir os privilégios da nobreza. Os camponeses possuidores de terras queriam libertar-se das obrigações feudais devidas aos senhores. Dos 25 milhões de franceses, 20 milhões viviam no campo. A população formava uma sociedade de estamentos (formas de estar), resquício da Idade Média. Mas j á se percebia uma divisão de classes. O clero, com 120 000 religiosos, dividia-se em alto clero (bispos e abades com nível de nobreza) e baixo clero (padres e vigários de baixa condição); era o primeiro estado. A nobreza constituía o segundo estado, com 350 000 membros; os palacianos viviam de pensões reais e usufruíam de cargos públicos; os provinciais viviam no campo, na penúria.
 A nobreza de toga, constituída de gente oriunda da burguesia, comprava seus cargos. O terceiro estado compreendia 98% da população: alta burguesia, composta por banqueiros, financistas e grandes empresários; média burguesia, formada pelos profissionais liberais, os médicos, dentistas, professores, advogados e outros; pequena burguesia, os artesãos, lojistas; e o povo, camada social heterogênea de artesãos, aprendizes e proletários. As classes populares rurais completavam o terceiro estado; destacavam-se os servos ainda em condição feudal (uns 4 milhões); mas havia camponeses livres e semilivres.
 O terceiro estado arcava com o peso de impostos e contribuições para o rei, o clero e a nobreza. Os privilegiados tinham isenção tributária. A principal reivindicação do terceiro estado era a abolição dos privilégios e a instauração da igualdade civil.
No plano político, a revolução resultou do absolutismo monárquico e suas injustiças. O rei monopolizava a administração; concedia privilégios; esbanjava luxo; controlava tribunais; e condenava à prisão na odiada fortaleza da Bastilha, sem julgamento. Incapaz de bem dirigir a economia, era um entrave ao desenvolvimento do capitalismo.
O Estado não tinha uma máquina capaz dê captar os impostos, cobrados por arrecadadores particulares, quê espoliavam o terceiro estado. O
déficit do orçamento se avolumava. Na época da revolução, a dívida externa chegava a 5 bilhões de libras, enquanto o meio circulante não passava da metade. Os filósofos iluministas denunciaram a situação. Formavam-se clubes para ler seus livros. A burguesia tomava pé dos problemas ê buscava conscientizar a massa, para obter-lhe o apoio.
As condições estavam postas; faltava uma conjuntura favorável para precipitar a revolução.

No Brasil no inicio do século passado, e a similitude com a revolução Francesa.


A década de 30 é divisora de águas no Brasil. Podemos assistir claramente durante o período, a remodelação da economia frente às mudanças econômicas mundo afora. É o início da consolidação de uma frente econômica baseada na indústria, que traz consigo a ascensão de um novo grupo social que viria determinar, futuramente, os rumos econômicos de nosso país.
 Entender, entretanto, a conjuntura que envolve uma mudança tão significativa não é simples e nem poderia ser, pois deve-se associar a esta mudança, uma desconjuntara gradual das forças políticas e o embate historiográfico que tenta compreender e discutir, quais elites ou grupos sociais realmente conseguem exercer algum tipo de influência no Estado.
O golpe da revolução foi tão forte que até o jogo de forças políticas mudou. Nos anos posteriores à adoção do novo regime, as classes médias não possuíam autonomia frente aos interesses tradicionais em geral e nem a elite cafeeira conseguia se reestruturar politicamente, devido à derrota de 32 em São Paulo e à depressão econômica que se arrastava por vários anos. Aqueles que controlam o governo já não representam de modo direto os grupos sociais que exerciam sua hegemonia sobre alguns setores básicos da economia e sociedade, estabelecendo, o que Fausto declara como um Estado de Compromisso
Uma Análise, Boris Fausto





Iracir Holanda.

Nenhum comentário:

Postar um comentário