Não sei quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Mas vou tentar, através da perspectiva econômica, saber quem virá primeiro: a educação ou o crescimento econômico. É difícil, as vezes, saber o segredo do sucesso, ou provar que quem é rico é educado. Considerando que localidades da outrora quebrada Rússia, na década de 90, jogavam-se xadrez com estádios lotados, enquanto numa cidade boçal dos Estados Unidos, americanos abarrotados de dinheiro, assistiam a programas ridículos de auditório, passamos constatar contradições na acumulação de riquezas. Ou seria contraditório ser rico? Bom, considerando que boa parte dos pobres recém admitidos ao "clube" dos endinheirados são mais insuportáveis que os ricos "autóctones", Acabamos, no entanto, voltando à Idade Média onde um nobre era nobre porque recebeu esse título, e para um camponês o tê-lo, mesmo com grana, era uma outra história. Prova disso foi no filme O Conde de Monte Cristo, mais contemporaneo, em que o protagonista descobriu um tesouro escondido, mas só isso não bastava, teve que arrumar um título de conde para adentrar na sociedade.
Voltando ao assunto, insisto em dizer que está difícil associar educação e economia. Cuba não era uma excelência nesse quesito? Possuía um avançado corpo médico. Mas, ao saber que os mesmos andavam de carros oriundos dos ferro-velhos americanos, indagávamos: educação não dá dinheiro? Bom! Aí apresento a vocês a Coréia do Sul e a China, países que abraçaram a educação e estão adentrando no primeiro mundo. Mas, e o Brasil? país que diz está com todas as crianças na escola. A resposta está na pergunta. Nosso país colocou os alunos nas escolas, mas não dentro das salas de aulas, pelo menos no que diz respeito às escolas públicas. Há muitas liberdades, é só ir numa escola particular, onde se o aluno conversar mais que o normal, a câmara de segurança já detecta o ocorrido, o coordenador vai na sala e muda o estudante de lugar. Escola, assim como educação não é tudo, se não houver a "primeira educação", aquela que vem de berço, da mãe e do pai para o filho. Ela que prepara o ser humano para a segunda educação, que é a escola. Seria o mesmo que entrar na faculdade sem fazer o ensino médio. Não sei se isso foi aplicado na Coréia ou na China, nunca estive lá. Todavia, como funcionária da educação em Aparecida de Goiânia, percebo enormes contradições entre o provedor da "primeira educação", que denomino aqui, a Família, e o da "segunda educação" aqui denominada, a Escola. O aspecto econômico não é regra, mas, nas localidades mais pobres, nota-se uma maior desestruturação familiar que reflete no aprendizado do aluno.
Benelci Pereira da Silva
Dpto economico do blog Olho Histórico
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