Na revista “ISTO É” de julho de 2010, traz uma reportagem feita por Daniela Mendes com a Promotora de Justiça Luiza Nagib Eluf com o titulo: “MATAM- SE MULHERES FEITO MOSCAS NO BRASIL”.
Segundo a reportagem uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil sendo na maioria das vezes seus assassinos ex-namorados, ex-maridos e ex-companheiros que não se conformam com o final da relação e isso complica ainda mais quando essas mulheres decidem ter outro relacionamento. Muitos desses homens não se preocupam em deixar os filhos das vitimas órfãos, muito menos se preocupam com a punição por acreditarem que não serão pegos ou em alguns casos por conhecerem as falhas das leis brasileiras, estas que existem, mas não são propriamente colocadas em prática, segundo a promotora Luiza Nagib Eluf :
Nós temos leis boas, como a lei Maria da Penha, a Constituição, que
proíbe a discriminação contra as mulheres. Temos uma lei que deter-
mina a criação dos juizados especiais de violência doméstica. Mas
a prática da justiça e da polícia está ruim. (Revista ISTO É, 2010, p.66)
A Promotora se refere a casos que ficaram bastante conhecidos por todos nós e pelo mundo como o caso da Eliza Samudio que foi assassinada a mando do ex-goleiro do Flamengo Bruno, assim como também o caso da cabeleireira Maria Islaine que procurou proteção policial por oito vezes, esta que foi decretada pelo juiz, mas que não foi cumprida tanto que a cabeleireira foi assassinada por seu ex-marido dentro do seu próprio salão. A Promotora não crítica só a prática ou a falta dela no cumprimento das leis brasileiras como também aponta a causa dessas trágicas histórias “O Machismo”, este que é bem conhecido desde a era das cavernas até os dias atuais.
A definição de Machismo é a submissão forçada da mulher ao homem, ou, a crença de que os homens são superiores as mulheres.
O que hoje de fato e historicamente vem sendo mudado. As mulheres através do movimento feminista na década de 60 vêm conquistando seu espaço, sua independência e acima de tudo sua liberdade de expressão. Sabemos que na atualidade, a mulher não se contenta em ser apenas dona de casa e cuidar de seus filhos, como também almeja ter uma profissão externa e obter sucesso nesta.
O que vem acontecendo em alguns casos é a troca de tarefa (ou de papel, na visão da sociedade), onde a mulher trabalha fora para sustentar sua família e o homem fica em casa cuidando dos filhos. O que tem causado grandes discussões a respeito de tais comportamentos da vida moderna, mas que vem sendo bem aceitos. Infelizmente ainda existem alguns machistas por aí que não acompanharam o desenvolvimento do mundo, mas isso tem que ter um fim. Até quando mulheres continuaram sendo mortas por isso?
O Fantástico, ontem (29/05/2011) exibiu uma matéria sobre o assassinato da repórter Sandra Gomide, que foi assassinada pelo seu ex-namorado e também repórter Pimenta Neves, que após onze de impunidade agora será preso e pagará por seu crime, mas esse atraso se deve por suas condições financeiras para recorrer a todas as decisões anteriores da justiça. Isso nos remete a aquele antigo ditado “a Justiça tarda, mas não falha”, será?
Michelle Souza


Parabéns Michelle pela postagem!
ResponderExcluirHoje, a mulher termina uma relação, na outra semana começa outra. O homem ainda não absorveu isso, ele se encontra confuso frente a uma mulher que se desenvolve cada vez mais como um ser autônomo. Na falta da inteligência emocional, vem as agressões, o machismo e os assassinatos. A mulher, em suma, explora seu intelecto mais que o homem, ou seja, se passam por mais inteligentes. todavia, pecam em não farejar o homem agressivo. O maior bandido do meu bairro, fica com o maior numero de mulheres. O cara mais trabalhador e promissor, está a anos sem namorar. É difícil voce proibir uma pessoa de se envolver com outra. Quando se descobre, já é tarde, como a moça do salão.
Ronan
O reconhecimento da mulher moderna no Brasil me parece ainda não ser bem aceito. Só pelo fato de ainda termos que justificar por que há agressão, ou procurar na inversão dos papeis a raiz de uma anomalia que perturba o mundo machista. A violência não tem justificativo,um mundo que delimita avanços de qualquer individuo é coisa de mente medíocre.Ainda bem que os séculos estão passando trazendo mais maturidade quanto à diversidade social, e creio que com a rapidez que se processa a informação no mundo atual, gerações futuras terão um dinamismo mais racional quanto à formação da civilização, e não será necessário esperar por décadas para uma conclusão tão já explanada e factuada que é, o papel da mulher em sociedade.(Não há papel, homens e mulheres, tem escolhas opções, individuais e particulares a sua concepção de vida!).
ResponderExcluirApoliana P da Silva.